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Início lento da colheita de café no Brasil aponta para grãos de qualidade superior

A colheita da safra de café 2026/27 no Brasil começou com um avanço modesto, com 3% a 5% da área colhida. A maturação desuniforme das lavouras e...
Foto: Foto: Tarobá

A colheita da safra de café 2026/27 no Brasil teve início em maio, apresentando um ritmo lento devido à maturação desuniforme das plantas. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informam que muitas das lavouras ainda apresentam um percentual significativo de grãos verdes.

Os produtores estão adotando uma estratégia cuidadosa, aguardando o momento ideal para a colheita, com o objetivo de preservar a qualidade do produto final. Até o presente momento, o avanço médio da área colhida nas regiões com maior representatividade está estimado entre 3% e 5% do total projetado para esta safra.

O setor cafeeiro aguarda com expectativa a entrada do novo grão no mercado, tanto nacional quanto internacional. Essa ansiedade se justifica pela escassez do café da safra anterior, 2025/26, que resultou em uma baixa disponibilidade para negociação.

A produção de café arábica na safra passada foi limitada, levando a estoques reduzidos nas principais cooperativas e armazéns do país. O café arábica, conhecido por ser o mais valorizado para exportação e para a fabricação de cafés especiais, tem suas expectativas de produção para a temporada 2026/27 apontando para uma colheita volumosa, o que já começa a impactar os valores do grão.

Entretanto, mesmo com a expectativa de abundância, a pressão de baixa nos preços foi contida por fatores climáticos. Recentemente, uma frente fria atingiu as principais regiões produtoras, gerando preocupações entre os cafeicultores. O Cepea alertou para a possibilidade de geadas, que podem danificar as plantas, limitando a produção imediata e comprometendo a saúde do cafezal nos próximos anos.

A lentidão na colheita é atribuída ao ciclo fisiológico das plantas, onde os grãos não amadurecem simultaneamente. A colheita de grãos ainda verdes prejudica a classificação do café e reduz o valor pago ao produtor rural. O mercado cafeeiro continua a monitorar a intensidade da frente fria e a evolução da maturação, sendo que o equilíbrio entre uma oferta volumosa e a preservação da qualidade será crucial para definir os preços nos próximos meses.

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