A repercussão negativa nas redes sociais, alimentada por boatos e relatos indiretos, também foi mencionada pela promotoria. O MPSC destacou que não existem imagens ou testemunhos que comprovem a presença do Cão Orelha na praia no horário investigado.
Por fim, a investigação revelou que Orelha sofria de osteomielite no maxilar esquerdo, uma infecção óssea grave e prolongada. O laudo pericial anexado aos autos indicou uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos e inflamação, compatíveis com a infecção. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, condiz com o edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.
O relatório também abordou suspeitas de agressão a outros cães, como o conhecido Caramelo, mas as investigações não encontraram indícios de violência. Um desses cães foi adotado pelo ex-delegado-geral da Polícia Civil Ulisses Gabriel, que se tornou alvo de uma ação de improbidade administrativa em razão de sua atuação no caso Orelha. O MPSC esclareceu que os jovens estavam apenas brincando com um cão na praia, não havendo qualquer tentativa de afogá-lo nas águas do mar.





