Na última segunda-feira, 11, o governo dos Estados Unidos intensificou suas sanções direcionadas à estrutura financeira da Guarda Revolucionária Islâmica, a principal força militar do Irã. O Departamento do Tesouro dos EUA divulgou a inclusão de 12 pessoas e empresas que estariam envolvidas na venda clandestina de petróleo iraniano direcionado à China.
De acordo com informações do governo americano, a Guarda Revolucionária utiliza empresas de fachada localizadas em países como Hong Kong, Emirados Árabes Unidos e Omã para ocultar sua participação no comércio internacional de petróleo, além de movimentar recursos financeiros para o regime de Teerã.
Scott Bessent, secretário do Tesouro americano, afirmou que a ofensiva econômica irá continuar a desmantelar o financiamento de programas militares e nucleares do Irã. Em suas palavras, “enquanto as forças militares iranianas tentam se reorganizar, a operação Economic Fury continuará privando o regime de recursos para armas, terrorismo e ambições nucleares”.
Essa ação se insere na estratégia de “pressão máxima” que foi retomada pela administração do ex-presidente Donald Trump. O Tesouro dos EUA informou que já bloqueou bilhões de dólares em receitas associadas ao petróleo iraniano e que congelou cerca de US$ 500 milhões que estavam ligados a criptomoedas utilizadas pelo regime.
Além disso, as autoridades americanas acusam o Irã de empregar os recursos provenientes da venda de petróleo para financiar grupos terroristas no Oriente Médio e para sustentar a repressão interna contra sua própria população. Entre os alvos das novas sanções estão empresas localizadas em Hong Kong, Emirados Árabes Unidos e Omã, que teriam participado do transporte de milhões de barris de petróleo iraniano utilizando petroleiros que já haviam sido sancionados pelos EUA.
O governo americano também alertou que instituições financeiras e empresas estrangeiras poderão enfrentar sanções secundárias se facilitarem transações relacionadas ao petróleo iraniano, incluindo refinarias independentes na China. As novas medidas impactam diretamente a Companhia Nacional Iraniana de Petróleo e os setores relacionados à chamada “frota fantasma”, que Teerã utiliza para contornar as restrições internacionais.







