⏳ Carregando previsão...
TOPO 01
TOPO 01
TOPO 01

Proposta de lei visa impedir participação de condenados em reality shows em SP

Um projeto de lei apresentado por Rafa Zimbaldi na Assembleia Legislativa de São Paulo busca barrar a participação de indivíduos condenados por crimes hediondos em reality shows,...
Foto: relogio

O deputado estadual Rafa Zimbaldi, do União, protocolou na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de lei (359/2026) que proíbe a participação de pessoas com condenação transitada em julgado por crimes hediondos em reality shows. A proposta abrange emissoras de televisão, plataformas de streaming e redes sociais que atuam no Estado de São Paulo.

Caso a lei seja descumprida, as emissoras e plataformas enfrentariam penalidades que incluem a suspensão imediata da exibição do programa e uma multa de 100 mil Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), o que corresponde a aproximadamente R$ 3,8 milhões. Em situações de reincidência, a proposta prevê a possibilidade de cassação da autorização de funcionamento da emissora ou plataforma em âmbito estadual.

Zimbaldi argumenta que a iniciativa visa combater a glamourização da violência, além de evitar a exploração midiática e comercial de indivíduos condenados por crimes graves. O deputado enfatiza que a crescente exposição de pessoas envolvidas em crimes sérios, frequentemente transformadas em figuras públicas, gera efeitos prejudiciais, como a revitimização de vítimas e seus familiares.

A proposta é apresentada como uma forma de estabelecer limites à exploração comercial de tais indivíduos, sem comprometer a liberdade de expressão ou de imprensa. Como exemplo, Zimbaldi menciona o caso de Suzane von Richthofen, que cumpre uma pena de 39 anos e seis meses pelo assassinato dos pais, cujo nome foi cogitado para integrar o elenco de "A Fazenda 18", mas acabou sendo descartado pela emissora.

Outro exemplo citado pelo parlamentar é o designer Laércio de Moura, que participou do BBB 16. Embora a condenação por estupro de vulnerável tenha sido imposta somente no ano seguinte à sua participação no programa, ele já estava sob investigação na época em que esteve no reality show.

Zimbaldi ressalta que, mesmo que Laércio não tivesse uma condenação definitiva à época, ele já respondia por um crime sério. O deputado critica a falta de uma investigação social adequada por parte das emissoras que promovem reality shows, afirmando que a presença de Laércio em um programa de grande visibilidade é uma afronta à moralidade pública e aos direitos das vítimas.

Sugeridos:

PUBLICIDADE

LATERAL 01
LATERAL 01
LATERAL 01
LATERAL 01