Na quinta-feira (7), o confronto entre Independiente Medellín e Flamengo, que aconteceria no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia, foi cancelado em razão de um tumulto nas arquibancadas. A partida foi interrompida logo no início, após torcedores começarem a atirar objetos e sinalizadores, além de tentarem invadir o campo. Por questões de segurança, os jogadores das duas equipes foram rapidamente levados aos vestiários, com apenas cinco minutos de jogo.
O principal alvo dos protestos da torcida do Medellín foi o ex-presidente e sócio majoritário da SAF do clube, Raúl Giraldo. Sua recente eliminação na liga colombiana provocou a ira dos torcedores, que se sentiram insultados após ele fazer gestos relacionados a dinheiro durante a crise. Embora Giraldo tenha renunciado à presidência, ele permanece à frente da SAF, o que gerou ainda mais descontentamento entre os torcedores, que exigem sua saída total. O time, por sua vez, terminou a competição em 11º lugar e não participará de competições sul-americanas em 2027.
Após 35 minutos de paralisação, a Conmebol anunciou, através do sistema de som do estádio, a suspensão do jogo, que só seria retomado quando os integrantes da torcida “Resistência Norte” fossem retirados do local. Após uma longa espera de 90 minutos e com a confusão ainda se desenrolando entre os torcedores e a polícia, a decisão final foi o cancelamento do confronto. O caso será encaminhado ao Tribunal de Justiça, e a expectativa é que o Flamengo seja declarado vencedor da partida.
Nos vestiários, os jogadores do Flamengo tentaram acalmar torcedores e familiares. O meia Jorginho compartilhou em suas redes sociais a situação no vestiário, mostrando-se ao lado de companheiros como Everton Cebolinha, Ayrton Lucas, Luiz Araújo, Léo Ortiz e Léo Pereira, transmitindo uma mensagem de tranquilidade: “Estamos bem e aguardando”.






