O fenômeno conhecido como "Super El Niño" está previsto para se manifestar no segundo semestre de 2026, segundo previsões meteorológicas. Esse evento, resultante do aquecimento das águas do Oceano Pacífico, tende a provocar chuvas intensas em toda a América do Sul, levando autoridades brasileiras a se mobilizarem.
Santa Catarina, um dos estados mais vulneráveis aos efeitos do Super El Niño, está considerando a decretação de um alerta climático. Esta ação está em fase de análise pela Defesa Civil e visa facilitar o acesso a verbas emergenciais, além de reforçar a proteção das cidades contra desastres naturais.
O alerta climático é parte de um plano estratégico que prioriza a prevenção e uma resposta ágil às adversidades. Com essa medida, o governo estadual busca oferecer apoio imediato aos municípios, especialmente aqueles situados em áreas propensas a desastres, permitindo que as prefeituras atuem antes que os problemas se agravem.
As projeções da MetSul Meteorologia, fundamentadas em modelos internacionais, revelam dados alarmantes. A anomalia da temperatura no Oceano Pacífico pode atingir +3,2°C até o final de 2026, o que, se confirmado, colocaria este evento entre os três mais intensos desde o século XIX, comparando-se a anos marcados por tragédias climáticas.
Durante a ocorrência de um El Niño dessa magnitude, o Sul do Brasil frequentemente enfrenta chuvas que superam a média, além de temporais com granizo, vendavais e erosão costeira. Os efeitos tendem a ser mais intensos nos meses de inverno e primavera, o que exige que a população fique atenta aos boletins meteorológicos e às orientações das autoridades locais.
De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, o período mais crítico está previsto para ocorrer entre setembro e novembro de 2026. Nesses meses, a probabilidade de eventos extremos, como chuvas torrenciais em curtos intervalos e inundações em grandes rios, atinge seu auge. A população deve se preparar para um cenário que promete ser desafiador.






