O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou a auxiliares do governo sua intenção de fazer uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) após seu retorno dos Estados Unidos. Lula embarcará na próxima quarta-feira (6) para participar de um encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, na quinta-feira (7), com previsão de retorno ao Brasil no final de semana.
A estratégia atual envolve uma nova reunião entre Lula e o advogado-Geral da União, Jorge Messias, cujo nome foi rejeitado pelo Senado Federal na semana anterior. O presidente deseja definir a situação de Messias antes de apresentar um novo candidato ao Supremo. A expectativa é que Messias possa assumir o Ministério da Justiça, mantendo-se em destaque para uma futura indicação à Suprema Corte, especialmente se Lula for reeleito nas eleições de outubro.
Após essa definição, o presidente planeja conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Essa aproximação busca superar divergências anteriores, permitindo que Lula explore a disposição de Alcolumbre em relação à nova indicação ao STF.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) comentou na segunda-feira (4) que a intenção de Lula é finalizar a indicação ainda em maio. Atualmente, o presidente considera três nomes para a vaga no STF. Além de Simone Tebet, são mencionadas no Palácio do Planalto a advogada Carol Proner e a procuradora federal Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, que atua na Advocacia-Geral da União.
A articulação política em torno da nova indicação ao STF ocorre em um momento estratégico para o governo, que busca consolidar sua base de apoio no Congresso Nacional e garantir uma composição favorável na Suprema Corte. A relação entre o Executivo e o Legislativo será fundamental para o sucesso dessa iniciativa, especialmente em um ano eleitoral.






