A partir da última segunda-feira (4), o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), iniciou a divulgação de alertas de geada para todas as regiões do estado. A iniciativa contou com o suporte da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, além de parcerias com prefeituras, cooperativas e entidades do setor produtivo.
O principal objetivo desse serviço é minimizar os prejuízos nas lavouras de café que foram recentemente implantadas. Ao longo dos anos, o escopo do alerta foi expandido, abrangendo agora diversas atividades agrícolas, como avicultura, suinocultura, horticultura e silvicultura. Além disso, o alerta de geada no Paraná também se estende a setores como economia, turismo, comércio, construção civil e mercado financeiro.
As geadas se formam, especialmente nos períodos mais frios do ano, devido a uma queda significativa na temperatura. Este fenômeno é característico da Região Sul do Brasil e ocorre quando uma massa de ar polar é acompanhada por céu limpo e ventos fracos. Estas condições fazem com que a superfície perca calor rapidamente, resultando em uma acentuada queda de temperatura próxima ao solo. Assim, a umidade do ar se transforma em cristais de gelo em superfícies expostas.
Durante o período em que o Alerta Geada está ativo, que se estende de maio a setembro, equipes técnicas do Simepar e do IDR-PR emitem boletins diários que incluem análises das condições meteorológicas e a evolução de massas de ar frio no estado. Sempre que há a possibilidade de geadas que possam causar danos, os avisos são enviados com antecedência para que os produtores e setores afetados possam se preparar.
No ano anterior, o sistema foi responsável pela emissão de 137 boletins e 39 alertas específicos relacionados à ocorrência de geadas. A maior parte desses avisos foi direcionada para as áreas do Sul do Paraná, onde os riscos são mais elevados durante os meses frios.







