O legado de Papa Bouba Diop permanece como um marco na história do futebol senegalês, sendo o maior artilheiro da seleção nas Copas do Mundo da FIFA. O ex-jogador, que faleceu em 2020, fez história ao marcar três gols durante a Copa de 2002, realizada na Coreia do Sul e no Japão. Em sua esteira, Henri Camara também se destacou, anotando dois gols na mesma edição.
Na trajetória da seleção senegalesa em Copas do Mundo, que abrange as edições de 2002, 2018 e 2022, o time conseguiu balançar as redes adversárias um total de 16 vezes, com os gols sendo distribuídos entre 12 atletas, além de um gol contra registrado pela Polônia.
O feito mais memorável de Bouba Diop ocorreu no jogo de abertura do torneio em 2002, quando ele marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre a França, que era a atual campeã mundial. Esse resultado surpreendeu o mundo e consolidou o status de Diop como um ícone do futebol senegalês. Ao longo daquela fase de grupos, ele ainda marcou mais dois gols em um emocionante empate contra o Uruguai, garantindo a classificação do Senegal para as oitavas de final.
No ranking de artilheiros da seleção, Bouba Diop lidera com seus três gols, enquanto Henri Camara ocupa a segunda posição com dois gols, ambos na edição de 2002. Outros jogadores que contribuíram com um gol em Copas do Mundo incluem Salif Diao e Khalilou Fadiga, em 2002, M’Baye Niang, Sadio Mané e Moussa Wagué, em 2018, e Boulaye Dia, Famara Diédhiou, Bamba Dieng, Ismaila Sarr e Kalidou Koulibaly, em 2022. O 16º gol da seleção foi um gol contra marcado por Thiago Cionek, da Polônia, na Copa de 2018.
Com a próxima Copa do Mundo marcada para 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, Sadio Mané, que é o maior artilheiro da história da seleção, com mais de 50 gols, busca quebrar o recorde de Bouba Diop. Mané, que anotou apenas um gol em Copas do Mundo, contra o Japão em 2018, ficou de fora da edição de 2022 devido a uma lesão. Agora, ele tem a chance de superar a marca histórica, contando com o apoio de novos talentos como Nicolas Jackson e Ismaila Sarr, que também estarão presentes no próximo torneio.
Os três gols de Papa Bouba Diop não apenas o consagraram como o maior goleador da seleção nas Copas, mas também simbolizam a memorável campanha de 2002, quando o Senegal alcançou as quartas de final, um feito que ainda é uma referência para a nova geração de jogadores do país.





