Durante a abertura do congresso da Fifa nesta quinta-feira (30), o presidente da entidade, Gianni Infantino, anunciou que o Irã estará presente na Copa do Mundo de 2026 e que a seleção jogará nos Estados Unidos. A declaração ocorre em meio a tensões políticas, evidenciadas pela ausência da delegação iraniana no evento, que não conseguiu comparecer devido a problemas com as autoridades de imigração canadenses.
Infantino destacou a importância da unidade no esporte, afirmando: “É claro que o Irã participará da Copa do Mundo da Fifa 2026. E é claro que o Irã jogará nos Estados Unidos da América.” A afirmação reflete a dificuldade de conciliar a participação do Irã no torneio com os desdobramentos diplomáticos atuais, que complicam o cenário.
A federação de futebol iraniana, representada pelo presidente Mehdi Taj, planejava participar do congresso, mas retornou ao aeroporto de Toronto após desentendimentos com as autoridades canadenses, que foram considerados por Teerã como “comportamento inaceitável”, apesar de a delegação ter viajado com vistos válidos.
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira a contar com 48 seleções, coorganizada por Canadá, Estados Unidos e México. A ampliação do torneio traz novos desafios logísticos, pois as equipes e suas comissões técnicas precisarão se deslocar entre diferentes jurisdições, aumentando o risco de complicações relacionadas a vistos e questões diplomáticas.
Embora o Irã tenha garantido sua classificação para o torneio, sua participação se torna mais complexa após solicitações de locais alternativos para a realização de seus jogos nos EUA, que foram rejeitadas pela Fifa, que se comprometeu a manter a programação original.
Recentemente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que o governo americano não se opõe à presença de jogadores iranianos na Copa do Mundo, mas ressaltou que não seria permitido o ingresso de pessoas com ligações com a IRGC. Em protesto, cerca de 30 manifestantes se reuniram em frente ao centro de convenções, expressando apoio à figura da oposição iraniana, Reza Pahlavi, e clamando por mudanças no regime do Irã.





