O Governo do Paraná, através da Secretaria da Saúde (Sesa), estabeleceu uma parceria inovadora com o Laboratório do Hemocentro Coordenador do Paraná, o Hemepar, visando aumentar a segurança e a agilidade nos Transplantes de Órgãos e tecidos Na Macrorregião Leste. Esta colaboração substitui os exames que eram realizados em um laboratório terceirizado, cujo contrato foi encerrado, e agora inclui a realização do teste NAT (Teste de Ácido Nucleico) em amostras de doadores de múltiplos órgãos.
Os novos testes empregam plataformas de triagem que utilizam tecnologia de quimioluminescência, uma das mais avançadas técnicas de triagem sorológica no mundo. Além disso, a parceria prevê a adoção de técnicas complementares de biologia molecular, por meio de PCR em tempo real, que permitem a detecção de vírus como HIV, Hepatite B, Hepatite C e Malária, oferecendo resultados com rapidez e precisão.
César Neves, secretário de Estado da Saúde, destacou que a segurança dos Transplantes de Órgãos no Paraná é fortalecida com a utilização de testes de alta qualidade e eficiência, garantindo um processo de triagem seguro e eficaz. Ele enfatizou que essas medidas têm um impacto direto na proteção e no cuidado dos pacientes transplantados.
A ampliação dos exames atende às exigências da Portaria nº 8.041 do Ministério da Saúde, publicada em setembro de 2025, que estabelece um prazo inicial para adequação até março de 2026. Este prazo foi prorrogado em abril de 2024, com a publicação da portaria nº 10.344, que estendeu a data por mais 180 dias.
Na Macrorregião Leste, os testes são realizados pelo Laboratório de Sorologia do Hemocentro Coordenador do Paraná, enquanto na Macrorregião Oeste, as análises ocorrem em um laboratório terceirizado. O Paraná se destaca na estrutura de transplantes, contando com 4 Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) localizadas em Londrina, Maringá, Cascavel e Curitiba, além de 70 hospitais notificantes e 34 equipes transplantadoras de órgãos, complementadas por 72 equipes de tecidos e 5 laboratórios de histocompatibilidade.
Desde 2020, o estado mantém uma das menores taxas de recusa familiar para doações de órgãos no Brasil. Até junho de 2025, apenas 31% das famílias optaram por recusar a doação, enquanto a média nacional é de 45%. Essa taxa é resultado de um trabalho contínuo de capacitação das equipes médicas e de uma abordagem humanizada junto às famílias, reforçando a importância da doação de órgãos no estado.





