Sob a direção de Jorge Messias, a AGU tem aumentado o envio de pedidos extrajudiciais às plataformas digitais, uma estratégia que tem gerado polêmica e preocupação entre especialistas e defensores da liberdade de expressão. A prática, segundo os críticos, pode ser interpretada como uma forma de censura silenciosa, uma vez que essas notificações não são amplamente divulgadas e podem resultar na exclusão de conteúdos sem que os usuários tenham ciência do motivo.
As notificações da AGU têm gerado um debate acirrado sobre os limites da atuação governamental nas redes sociais. Especialistas ressaltam a importância da transparência na remoção de conteúdos, uma vez que a falta de clareza pode comprometer a liberdade de expressão e o direito à informação. O uso de notificações extrajudiciais para essa finalidade, sem uma justificativa clara, é visto como uma prática preocupante, que pode afetar a pluralidade de vozes no espaço digital.
A questão da censura nas redes sociais não é nova, mas a intensificação das ações da AGU sob o comando de Jorge Messias trouxe o tema de volta ao centro das discussões públicas. A sociedade civil e diversas organizações têm manifestado sua insatisfação quanto a essa abordagem, clamando por uma maior responsabilidade e transparência por parte das instituições governamentais.
Diante desse cenário, a AGU se vê pressionada a esclarecer sua postura e a justificar os critérios utilizados na seleção dos conteúdos a serem removidos. A expectativa é que a discussão sobre os limites da atuação estatal nas plataformas digitais continue a ganhar força, refletindo a preocupação da sociedade com a proteção dos direitos fundamentais no ambiente virtual.





