O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou a revogação da obrigatoriedade de vacinação contra a gripe para as tropas do país. A nova diretriz, divulgada em seu perfil na plataforma X, estabelece que a imunização será opcional para os militares em atividade, reservistas e civis do Departamento de Defesa.
Na publicação, Hegseth destacou que a decisão devolve aos membros do serviço a autonomia para decidir sobre a vacinação. Ele afirmou que "o Departamento de Guerra está mais uma vez restaurando a liberdade à nossa Força Conjunta".
Com esta medida, o Pentágono encerra uma exigência anual que perdurava por anos. Hegseth descreveu a obrigatoriedade como "não racional" e enfatizou a importância da liberdade de consciência para os soldados. A implementação dessa nova política visa não apenas restaurar a prontidão das forças armadas, mas também promover a liberdade religiosa entre os membros.
As mudanças nas políticas de vacinação começaram em setembro de 2025, quando um memorando interno já havia reduzido a exigência para certos reservistas. Agora, a administração de Donald Trump amplia essa flexibilização, eliminando o mandato de vacinação para toda a Força Conjunta. O secretário de Defesa fez referência às revisões das políticas de saúde que foram estabelecidas anteriormente.
Hegseth também mencionou a controvérsia em torno da vacina contra a Covid-19 como um dos fatores que justificaram a nova diretriz. O governo atual já começou a oferecer compensação retroativa para os militares que foram dispensados por se recusarem a tomar a vacina contra o coronavírus, além de incentivar o retorno desses profissionais ao serviço militar.
Historicamente, o Pentágono tinha como prática a vacinação obrigatória para prevenir a disseminação de doenças em ambientes restritos. Entretanto, Hegseth argumentou que mandatos médicos excessivos podem comprometer a eficácia de combate das forças armadas. Com isso, a nova política representa o que o secretário chamou de "era de traição".





