A pena de morte foi ratificada pela Suprema Corte iraniana, que apontou que Mirjafari atuava em nome do “regime sionista”, da Casa Branca e de grupos tidos como inimigos do Irã. O caso ilustra a severidade das medidas adotadas pelo governo em resposta a ações consideradas subversivas.
A execução de Mirjafari ocorre em um momento em que o regime iraniano tem intensificado a repressão, especialmente após uma série de protestos que começaram no final de dezembro, em resposta ao aumento do custo de vida. Esses protestos rapidamente se transformaram em manifestações contra o governo.
Nas semanas recentes, diversas execuções foram realizadas, atingindo indivíduos acusados de envolvimento nas manifestações. As autoridades iranianas têm alegado que os manifestantes agem em nome de Israel, dos Estados Unidos e de grupos opositores, como a organização Mujahedines do Povo (MEK).
Desde 28 de fevereiro, o Irã está em conflito com os Estados Unidos e Israel, com um cessar-fogo frágil em vigor desde 8 de abril, que deve durar duas semanas. Esse contexto de tensão internacional e repressão interna reflete a situação delicada enfrentada pelo regime iraniano, que busca controlar qualquer forma de dissidência.





