Durante uma agenda oficial em Portugal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez comentários irônicos sobre o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que ele deveria receber o Nobel da Paz. A declaração ocorreu na terça-feira, 21, e foi uma resposta às afirmações de Trump sobre ter encerrado vários conflitos militares. Ao lado do primeiro-ministro Luís Montenegro, Lula disse que é fundamental reconhecer os feitos do republicano, que frequentemente menciona ter encerrado oito guerras sem conquistar o reconhecimento da academia sueca. "É importante que a gente dê logo um prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra", afirmou o presidente brasileiro, sugerindo que essa premiação poderia contribuir para o fim da guerra contra o Irã.
Além da ironia em relação ao Nobel da Paz, Lula aproveitou a ocasião para criticar a estrutura atual da Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente expressou sua preocupação com a diminuição da influência da entidade na mediação de conflitos globais. Para ele, a ONU necessita de uma reforma abrangente para recuperar a autoridade que tinha após a Segunda Guerra Mundial.
Lula reiterou sua posição contrária ao unilateralismo e ao protecionismo, defendendo que a cooperação entre os Estados é essencial para estabelecer parcerias produtivas. A falta de harmonia entre as nações, segundo ele, prejudica a construção de relações internacionais mais efetivas.
Em um evento anterior, realizado no último sábado, 18, durante uma visita à Espanha, o presidente brasileiro também havia feito críticas aos líderes das grandes potências, incluindo China, Rússia, França, Estados Unidos e o primeiro-ministro da Inglaterra. Lula os convocou a cumprir seu papel na manutenção da estabilidade global, chamando-os de "senhores da guerra".
Ele descreveu a atual situação global como uma "loucura de guerra", que o planeta não pode suportar. O presidente ressaltou que o sistema de vetos no Conselho de Segurança da ONU impede que iniciativas de paz sejam implementadas, já que quando um país aprova uma medida, outro pode vetá-la, dificultando a resolução de crises humanitárias e militares.





