A participação de Alexander Soros em Barcelona e sua referência ao presidente Lula ocorrem em um contexto de crescente articulação política entre países de orientação progressista. Neste mesmo fim de semana, Brasil, Espanha e México, todos sob governos de esquerda, emitiram uma declaração conjunta em apoio ao regime comunista em Cuba, que se mantém no poder desde 1959.
O presidente Luiz Inácio Lula iniciou, na última quinta-feira, 16, uma nova viagem internacional, que inclui paradas na Espanha, Alemanha e Portugal. A comitiva é composta por 15 ministros, além de presidentes de órgãos públicos e da primeira-dama, Janja da Silva. A agenda de Lula prevê uma série de encontros políticos, fóruns multilaterais e a assinatura de acordos bilaterais.
A primeira atividade do presidente no exterior foi na cidade de Barcelona, onde participou da 1ª Cúpula Brasil–Espanha, ao lado do premiê espanhol, Pedro Sánchez. No sábado, 18, Lula teve a oportunidade de participar do Fórum de Defesa da Democracia. As discussões do fórum abordaram questões como desinformação, desigualdades sociais e a sucessão na Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas, além de buscar apoio para a candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo.
Após seu compromisso em Barcelona, Lula seguiu para a Alemanha no domingo, 19, onde participará da Hannover Messe, uma feira global de inovação que homenageia o Brasil. A agenda inclui reuniões com autoridades locais e a assinatura de aproximadamente dez acordos que abrangem áreas como defesa, clima, inteligência artificial e energia.
A viagem do presidente brasileiro se encerrará em Portugal, na próxima terça-feira, 21, onde Lula se reunirá com representantes do governo e discutirá temas como cooperação tecnológica, imigração e relações bilaterais, fortalecendo assim os laços entre os países participantes.





