A coleta de material genético é um avanço significativo para a Segurança Pública, possibilitando a identificação de suspeitos, a localização de pessoas desaparecidas e a elucidação de crimes antigos. Com o intuito de expandir essa prática em todo o Estado, a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e a Polícia Penal do Paraná (PPPR) finalizaram uma capacitação para 50 policiais, que serão preparados para atuar como multiplicadores de conhecimento nas unidades prisionais.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Saulo Sanson, enfatizou que essa iniciativa representa um alinhamento entre as forças de segurança e um compromisso do Estado com a melhoria dos processos na política penal. Ele destacou a importância de estruturar a coleta de Perfis Genéticos de maneira contínua e qualificada, o que potencializa a integração de informações e fortalece a capacidade investigativa, respeitando a legislação vigente.
Com a nova estrutura, a Polícia Penal assumirá a responsabilidade pela coleta do material genético, enquanto a inserção dos perfis no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) continuará a ser feita pela Polícia Científica. Ananda Chalegre, diretora-geral da PPPR, ressaltou que a coleta de material genético é uma ferramenta crucial para a Segurança Pública e o sistema de justiça criminal, promovendo avanços na gestão prisional e no trabalho conjunto com outras forças de segurança.
Ciro Pimenta, diretor-geral da PCIPR, afirmou que a capacitação reforça a importância da colaboração entre as forças de segurança no Paraná. Ele destacou que, enquanto a Polícia Penal assume essa nova atribuição, a Polícia Científica seguirá oferecendo suporte técnico e padronização de procedimentos, garantindo a qualidade dos Perfis Genéticos coletados. Essa atuação conjunta é vital para o fortalecimento do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).
As atividades de capacitação foram realizadas na sede da PCIPR, em Curitiba, com uma primeira fase teórica, que ocorreu na quarta-feira (15), abordando os procedimentos de coleta e o uso de leitores biométricos. No dia seguinte, quinta-feira (16), a capacitação incluiu uma etapa prática na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Segurança (PCE-US), situada em Piraquara.
O trabalho na PPPR é coordenado pela Divisão de Saúde, que está vinculada à Diretoria de Tratamento Penal. Essa divisão é responsável por estruturar os fluxos de coleta, assegurando que o procedimento seja realizado com rigor técnico, padronização e eficiência em todas as unidades do sistema prisional. Além disso, a programação da capacitação incluiu palestras e workshops focados em Inteligência Artificial e no desenvolvimento de software.





