O Hospital Itamed, que já foi referência em Foz do Iguaçu, notificou a Secretaria de Estado da Saúde sobre a interrupção dos serviços de maternidade e partos na cidade e em Santa Terezinha de Itaipu dentro de 60 dias. A decisão é atribuída a um desequilíbrio econômico-financeiro, com a unidade alegando uma disparidade insustentável entre os atendimentos do Sistema Único de Saúde e sua contrapartida financeira.
Atualmente, 78% do atendimento do hospital é destinado ao SUS, enquanto a receita correspondente a esse serviço representa apenas 18% do total. Com a mudança em seu modelo de negócios, o hospital deixou de receber ajuda de custeio da Itaipu Binacional, que agora destina investimentos apenas para melhorias estruturais.
Khalid Omairi, presidente do Conselho Municipal de Saúde, destacou que a suspensão pode resultar em 500 atendimentos mensais a menos, o que pode colapsar a rede de saúde local. Ele alertou que o Itamed é a única unidade na cidade com maternidade estruturada e UTI Neonatal, impossibilitando que outros hospitais absorvam a demanda.
A situação da saúde em Foz do Iguaçu já é crítica, com filas de macas nos corredores do Hospital Municipal e a necessidade de transferências para outras cidades, como Curitiba e Londrina, para serviços que não estão disponíveis localmente. O município deve gastar cerca de R$ 75 milhões este ano apenas com o transporte de pacientes.



