O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo tomará "todas as medidas possíveis" para evitar que o preço do diesel no Brasil aumente em meio ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. Durante um evento em São Paulo, Lula destacou que o país não deve arcar com os custos econômicos de um conflito internacional, afirmando que "a guerra é do Trump, não é do povo brasileiro".
O Brasil, embora tenha a exportação de petróleo como uma das principais receitas de comércio exterior, não é autossuficiente na produção de óleo diesel e importa cerca de 30% do que consome. Essa dependência torna o mercado interno vulnerável a oscilações no preço internacional do petróleo, o que pode afetar a inflação dos alimentos, uma vez que o diesel é essencial para o transporte de mercadorias.
Lula também criticou a privatização da BR Distribuidora, realizada durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o presidente, a venda dificultou que eventuais reduções de preços realizadas pela Petrobras chegassem ao consumidor final, já que os atravessadores não permitem que isso aconteça.
Visando conter a alta do diesel, o governo federal está preparando uma medida provisória que prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro ao diesel importado, com um custo estimado de R$ 3 bilhões em dois meses. A proposta deve ser dividida entre a União e os estados, com 20 dos 26 estados e o Distrito Federal já concordando em apoiar financeiramente a importação do diesel para evitar desabastecimento.








