Carlos Nobre, pesquisador brasileiro, recebeu a indicação do Papa Leão XIV para compor o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Ele tomou conhecimento da nomeação enquanto viajava para ministrar uma conferência sobre ecossistemas. A escolha de Nobre destaca a prioridade do Vaticano em debater questões ecológicas, especialmente em relação à crise ambiental atual.
O climatologista acredita que a influência da Igreja Católica pode sensibilizar a sociedade civil na proteção das populações vulneráveis frente ao aquecimento global. Nobre, que tem sua trajetória acadêmica marcada por uma tese sobre a transformação da floresta tropical em savana, ressalta a importância da união entre ciência e fé para enfrentar os desafios ambientais.
Além de sua nova função no Vaticano, Nobre já foi eleito membro da Royal Society em 2022, um feito notável para um pesquisador brasileiro. Ele possui vasta experiência no monitoramento satelital e pretende unir seus conhecimentos técnicos às iniciativas sociais do Vaticano. O conselho que integra tem como foco o estudo de temas que influenciam a dignidade humana e a evolução da espécie.
Nobre já dialogou com a cúpula da Igreja desde sua participação no Sínodo da Amazônia em 2019, onde discutiu a inclusão da pauta ambiental nas diretrizes religiosas. Com sua nomeação, ele se compromete a levar adiante a discussão sobre a proteção do meio ambiente e a preservação de vidas no planeta.








