O PT enviará um novo relatório à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as fraudes do INSS. O movimento ocorre após a rejeição do texto final da CPMI do INSS, que continha mais de quatro mil páginas e 216 pedidos de indiciamentos, na madrugada de sábado, data que marcava o prazo final da comissão.
O documento, apresentado pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), propõe o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro como “chefe do esquema” de descontos indevidos. O parlamentar afirmou que o dossiê representa o “pensamento majoritário” de 2/3 do colegiado, embora o relatório da base governista, menor e com cerca de 1800 páginas, não tenha sido votado.
Esse novo relatório pede o indiciamento de mais de 130 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. A estratégia da base governista era que o relatório fosse votado após a rejeição do original, mas o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu encerrar a sessão sem apresentar o documento.
A CPMI que apurou as fraudes no INSS havia rejeitado o relatório final proposto pelo deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), que indiciava 216 pessoas, entre elas Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”. A votação terminou em 19 votos contra 12, e o governo mobilizou aliados para barrar o relatório, inclusive com a presença do senador Jaques Wagner (PT-BA) e a exoneração do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para participar da votação.








