Neste domingo, Curitiba celebra 333 anos, mas há 40 milhões de anos, a região já era habitada por diversas formas de vida. Pesquisas recentes revelaram novas espécies de animais pré-históricos, encontradas na Formação Guabirotuba, que ajudam a compreender a evolução da fauna sul-americana.
Os estudos são coordenados pelo paleontólogo Fernando Sedor, do Museu de Ciências Naturais da Universidade Federal do Paraná. O local das descobertas, que fica ao sul de Curitiba, é o último remanescente da Formação Guabirotuba, preservando registros de uma época em que a paisagem e o clima eram muito diferentes dos atuais.
Durante as escavações, foram identificadas pelo menos cinco novas espécies de tatus ancestrais. A análise da carapaça dos animais, composta por placas ósseas, possibilitou o reconhecimento de espécies inéditas. Entre as descobertas, destaca-se o Parutaetus oliveirai, com cerca de 40 centímetros, e o Proecoleophorus carlinii, que tinha tamanho semelhante ao tatu-canastra.
Além dos tatus, a fauna da região incluía anfíbios, peixes, aves e mamíferos, como parentes antigos dos gambás. Essas descobertas preenchem lacunas importantes sobre a evolução de vertebrados na América do Sul.








