O Iêmen não se envolveu até o momento na guerra entre o Irã e os Estados Unidos e Israel, em parte devido à limitação de armamentos do grupo Houthi, que sofreu uma redução no fornecimento do Irã. No entanto, o movimento sinalizou que pode entrar no conflito a qualquer momento, com suas forças em prontidão militar, monitorando os desdobramentos da guerra antes de tomar uma decisão.
Líderes do movimento indicam que todas as opções estão disponíveis, mas a decisão final cabe à liderança política e militar do grupo. Apesar de não terem se envolvido diretamente desde o início da ofensiva norte-americana e israelense, os houthis continuam a ser vistos como um fator potencial de escalada regional, adotando uma postura calculada para evitar retaliações diretas de Israel ou dos EUA.
Os houthis dispõem de drones e mísseis que podem atingir Israel e alvos em países do Golfo. Caso o conflito se prolongue ou ocorram ataques diretos contra áreas sob seu controle, o movimento pode aumentar rapidamente seu envolvimento. Há também a possibilidade de uma nova frente de guerra no estreito de Bab al-Mandab, crucial para o comércio global, especialmente no transporte de petróleo.
A abertura dessa frente poderia ter um impacto econômico significativo, especialmente considerando o fechamento do Estreito de Ormuz. Os houthis já demonstraram capacidade de interromper rotas marítimas, realizando ataques a navios no Mar Vermelho em apoio ao Hamas após o ataque de 7 de outubro de 2023. Essas ações resultaram na morte de tripulantes e no afundamento de navios, desorganizando as rotas comerciais na região.








