O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma o julgamento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, nesta terça-feira (24). Ele é acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, o que pode resultar em sua inelegibilidade até 2030, impedindo-o de disputar o Senado neste ano.
A retomada do julgamento ocorre após Castro anunciar sua renúncia ao cargo na véspera. Durante uma coletiva no Palácio Guanabara, ele afirmou ter deixado a função “de cabeça erguida”. A renúncia, no entanto, não altera o andamento do processo na Corte eleitoral, que avalia a regularidade do pleito e possíveis punições individuais.
O julgamento, iniciado em março, foi interrompido após pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques. Atualmente, o placar está 2 a 0 pela condenação, com votos da relatora Isabel Gallotti e do ministro António Carlos Ferreira.
O processo inclui recursos do Ministério Público Eleitoral, que aponta o suposto uso de órgãos estaduais durante a campanha. A Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro teriam sido envolvidas na contratação de cabos eleitorais com recursos públicos. Além de Castro, estão sob investigação o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, e o vice-governador Thiago Pampolha.





