O advogado Bruno Ferullo, que representa Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, pretende solicitar à Justiça a autorização para que as conversas entre o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) e seus advogados ocorram sem gravação de áudio e vídeo na Penitenciária Federal de Brasília. O pedido foi anunciado em nota à imprensa divulgada nesta quinta-feira, 12.
A solicitação da defesa é fundamentada na recente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que permitiu ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro receber visitas de advogados sem gravação. Ferullo destacou que a legislação do sistema penitenciário federal proíbe a gravação ou monitoramento de encontros entre advogado e cliente, salvo autorização judicial específica.
O advogado irá protocolar um pedido ao juiz corregedor responsável, solicitando que os atendimentos sejam realizados sem monitoramento, sem gravação, sem necessidade de agendamento prévio e permitindo o ingresso de documentos e anotações durante os encontros. Se o pedido for negado, a defesa poderá recorrer novamente ao STF, enfatizando a importância da confidencialidade da comunicação entre advogado e cliente.
Marcola cumpre pena de mais de 330 anos e é um dos criminosos com condenações mais extensas do Brasil, respondendo por crimes como homicídio, tráfico de drogas e roubo a bancos. A defesa argumenta que a inviolabilidade da comunicação profissional é essencial para o exercício da advocacia e a efetividade do direito de defesa.






