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A normalização da violência contra mulheres nas artes

A violência contra mulheres é normalizada nas artes, perpetuando estereótipos e promovendo a objetificação feminina....
Foto: H2FOZ

A violência contra a mulher sempre foi silenciosa e fez dela uma espécie de mártir que aguenta as dores mais cruéis por conta de seu nome, sua família, seus filhos, seus sonhos. Basta um olhar para as artes de modo geral e da própria história.

Nas artes plásticas, no cinema, na música, no teatro, nas músicas, nas óperas etc. Quantas histórias em que o sofrimento da mulher é engrandecido, nas quais ela tem de vencer os mais variados desafios, para então ter direito à felicidade? Como se as conquistas, para que sejam validadas, precisem ter, necessariamente, o rótulo do sofrimento.

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, são 52% os lares brasileiros chefiados por mulheres, ou seja, mais de 41 milhões de domicílios são mantidos pelas mulheres. E ainda assim é bastante comum que a mulher seja tachada como a vilã da história, e o homem, o pobre coitado.

Nas “letras” de músicas, são basicamente três estereótipos: a mulher “traíra”, o homem que ama demais e a mulher objeto. O repertório não muda. Há uma letra antiga que estigmatiza até mesmo a fêmea do joão-de-barro. Ela diz que o pobre passarinho era traído por seu amor e que, cego de dor, ele trancou a porta da casinha que ele construía e deixou a “sua amada” presa para sempre.

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