O programa de reconhecimento facial Muralha Paulista, implementado pelo governo do Estado de São Paulo, já resultou na prisão de 270 foragidos da Justiça em estádios. As informações foram fornecidas pelas autoridades paulistas. As câmeras do sistema monitoraram cem partidas de futebol, com o centésimo jogo realizado no último domingo na Arena Crefisa, em Barueri, onde ocorreram prisões durante a semifinal do Campeonato Paulista entre Palmeiras e São Paulo.
Durante a partida, a Polícia Militar prendeu três homens, de 31, 32 e 46 anos, que foram reconhecidos nas catracas do estádio. Todos possuíam mandados de prisão em aberto e foram abordados assim que o sistema alertou as equipes de segurança. O sistema de reconhecimento facial utiliza uma base de dados judiciais para cruzar imagens em tempo real nas entradas de eventos esportivos.
O programa Muralha Paulista consiste em uma rede de cerca de 100 mil câmeras interligadas, englobando equipamentos de reconhecimento facial e vigilância em tempo real. Além de capturar imagens de criminosos, as câmeras também reconhecem pessoas desaparecidas. A parceria com as arenas esportivas permite que as imagens sejam captadas nas catracas e acessos aos estádios, facilitando a identificação de procurados da Justiça.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo destacou que a tecnologia não se limita à detenção de foragidos, sendo uma ferramenta preventiva de crimes e apoio à fiscalização em grandes eventos. O programa também se destacou em eventos como o Carnaval de São Paulo, onde o reconhecimento facial auxiliou na prisão de procurados em meio à multidão de foliões.






