A implantação do sistema eletrônico de pedágio no Paraná voltou a ser debatida na Assembleia Legislativa do estado. Uma audiência pública reuniu deputados estaduais, prefeitos, concessionárias, representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e do setor produtivo.
A substituição das tradicionais praças físicas de pedágio por pórticos eletrônicos, com cobrança automática por meio de câmeras e sensores, sem a necessidade dos motoristas pararem no local, começou em janeiro deste ano no Estado. Inicialmente, o sistema free flow foi implantado nas regiões Norte e Noroeste do Paraná, em trechos dos lotes 4 e 5 do novo pedágio, e foi ampliado para trechos rodoviários do Sudoeste.
Deputados da base governista e da oposição questionam se o modelo adotado garante, de fato, a cobrança proporcional por quilômetro rodado, conforme previsto em lei. Além disso, eles questionam se a mudança na localização dos pontos de cobrança, o impacto direto a moradores lindeiros e o risco de desemprego foram considerados.
Diante das críticas, deputados articulam uma ação popular para questionar aspectos técnicos, jurídicos e contratuais dos contratos firmados entre a ANTT e as concessionárias. Eles também defenderam a realização de reuniões específicas com concessionárias e a ANTT para discutir ajustes no modelo.





