Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso na manhã de quinta-feira, 26, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Ele era considerado um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro e foi detido pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ), que inclui a Polícia Federal e a Polícia Civil, com apoio do Ministério Público Federal. A localização de Adilsinho foi confirmada por drones.
Contra ele, havia quatro mandados de prisão. Na Justiça Federal, é apontado como chefe da máfia dos cigarros e, na Justiça estadual, responde como mandante de três homicídios, além de ser investigado por envolvimento em pelo menos 20 crimes relacionados a um grupo de extermínio. Durante a operação, também foi preso o PM Diego D’arribada Rebello de Lima, que atuava como segurança do contraventor.
Adilsinho era alvo da Operação Libertatis, iniciada pela Polícia Federal em março de 2023 e retomada em 2025. A investigação visa apurar crimes como tráfico de pessoas, trabalho análogo à escravidão, fraude comercial e sonegação. Na primeira fase da operação, a PF fechou uma fábrica clandestina de cigarros em Duque de Caxias, onde 19 paraguaios foram resgatados de condições insalubres de trabalho.
O grupo criminoso que Adilsinho liderava controlava ao menos 45 dos 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro. Comerciantes eram forçados a vender apenas cigarros falsificados sob ameaça de retaliação. Entre 2018 e 2023, o mercado ilegal deixou de arrecadar R$ 10 bilhões em impostos no Brasil, com mais de R$ 2 bilhões apenas no Rio. Adilsinho já havia sido alvo de operações anteriores e possui um histórico de envolvimento com atividades ilícitas.






