A decisão que absolveu um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos foi alvo de críticas por conter trechos elaborados com inteligência artificial. O documento, elaborado pelo desembargador Magid Nauef Láuar, incluiu instruções do tipo "Agora melhore a exposição e fundamentação deste parágrafo", evidenciando claramente a utilização da tecnologia na redação.
Na versão final da decisão, que possui 60 páginas, dois parágrafos foram apresentados: o original, redigido pelo desembargador, e o aprimorado pela IA. O parágrafo original tinha oito linhas, mas após a revisão, ficou com sete, mantendo o sentido original, embora com mudanças na redação.
Após a repercussão da decisão inicial, o desembargador revisou o caso e restabeleceu a condenação do réu, acolhendo recurso do Ministério Público de Minas Gerais. Ele também determinou a expedição imediata de mandado de prisão e manteve a responsabilização da mãe da vítima.
O procurador-geral de Justiça de Minas Gerais anunciou que recorreria da decisão ao Superior Tribunal de Justiça. Além disso, o CNJ abriu investigação sobre o desembargador, que enfrenta denúncias de abuso sexual por parte de supostas vítimas que o acusam.






