O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) realizou um procedimento com polilaminina em um paciente de 23 anos que sofreu um grave trauma raquimedular. O paciente passou por uma cirurgia de descompressão das vértebras T3 e T4 e, após avaliação clínica, foi considerado apto para receber o medicamento experimental.
A aplicação da polilaminina foi autorizada por meio do uso compassivo, que permite acesso a terapias não aprovadas em situações específicas. O medicamento, desenvolvido pelo Laboratório Cristália, tem como proposta atuar como uma matriz biológica para favorecer a reconexão neural e a regeneração das fibras nervosas lesionadas.
O neurocirurgião Lázaro de Lima destacou que a indicação da polilaminina foi cuidadosamente analisada e que a documentação necessária foi organizada para solicitar à Anvisa a liberação. Lesões medulares, como a do paciente, podem comprometer a capacidade motora e sensitiva abaixo do nível da lesão, afetando a autonomia do paciente.
Após a aplicação, o paciente receberá acompanhamento clínico rigoroso e reabilitação multiprofissional, incluindo fisioterapia intensiva e avaliações neurológicas. O médico Arthur Luiz Freitas Forte enfatizou que a família foi informada sobre a fase inicial do medicamento e que a confiança deles é essencial para o tratamento.






