A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou julgamento dos acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime ocorreu em março de 2018 no Rio de Janeiro, motivado pela atuação política de Marielle, que dificultava interesses de uma organização criminosa ligada aos irmãos Brazão.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou nesta terça-feira (24) pedidos de condenação para os cinco réus. Entre eles estão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e João Francisco “Chiquinho” Brazão, ex-deputado federal na época do crime. O foco da acusação são provas sobre a participação deles na morte da parlamentar, que teria sido alvo após intensificar presença em áreas dominadas por milícia.
Marielle atrapalhava dois aspectos do esquema criminoso liderado pelos Brazão. No território, ela ameaçava o modelo de lucro baseado em grilagem ao propor regularização fundiária em áreas dominadas pela quadrilha. Na política, dificultava a aprovação de leis na Câmara Municipal que beneficiavam os interesses dos irmãos.
O julgamento se estende por mais duas sessões, com uma agendada para a tarde desta terça e outra na manhã de quarta-feira (25). O caso está no STF por conta da prerrogativa de foro de Chiquinho Brazão, que exercia mandato na Câmara dos Deputados quando o crime foi cometido.






