Em 8 de janeiro, o Irã foi palco de uma onda de protestos em que milhares de pessoas clamaram pelo fim do regime islâmico autoritário. Apenas dois dias depois, o país enfrentou um silêncio digital e uma repressão intensa, resultando em milhares de mortes de manifestantes em um curto espaço de tempo.
Testemunhas relataram que o movimento, que começou de forma pacífica, rapidamente se transformou em cenas de violência. Vídeos verificados e análises de especialistas em armamentos evidenciam a escalada dos conflitos em apenas 48 horas, refletindo a brutalidade da repressão.
Mesmo após mais de 30 dias, a verdadeira extensão do massacre ainda é incerta. O governo iraniano respondeu de forma violenta aos protestos, levando o ex-presidente Donald Trump a ameaçar uma ofensiva, alegando apoio dos Estados Unidos aos manifestantes.
Entretanto, as expectativas de apoio internacional não se concretizaram. O grupo Human Rights Activists in Iran confirmou a morte de pelo menos 6,5 mil manifestantes, com ativistas acreditando que o número real possa ser ainda maior. Muitos manifestantes evitaram levar celulares para as manifestações e apagaram registros, temendo a repressão das forças de segurança.






