A defesa de Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) permissão para realizar um tratamento de neuromodulação não invasiva por meio de estímulos elétricos no crânio, conhecido como CES, nas dependências da Papudinha. O pedido foi apresentado nesta sexta-feira (20) e baseia-se em protocolos aplicados durante uma internação no fim de abril de 2025, conduzidos pelo psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado.
De acordo com a petição, o procedimento envolve o uso de clipes auriculares bilaterais, com sessões de 50 minutos a uma hora, enquanto o paciente permanece em repouso consciente. Os advogados afirmaram que houve melhoras perceptíveis em parâmetros de saúde, incluindo sono, ansiedade e depressão, além da redução dos soluços durante o período de aplicação.
A defesa argumentou que a neuromodulação seria complementar ao tratamento medicamentoso atual de Bolsonaro, requisitando três visitas semanais do profissional e do aparelho ao presídio. As sessões deveriam ocorrer preferencialmente ao final do dia, próximo ao horário de repouso noturno, respeitando as normas de segurança.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em 11 de setembro de 2024 pelos crimes de organização criminosa e tentativa de golpe de Estado. Apesar da avaliação médica dos peritos da Polícia Federal, que considerou seu estado de saúde compatível com a permanência no presídio, a defesa insiste em pleitos relacionados ao seu bem-estar para buscar alternativas ao cumprimento da pena em regime fechado.






