A Polícia Civil do Amazonas deflagrou uma operação para desarticular um esquema do Comando Vermelho que mantinha um "núcleo político" nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Até o meio-dia, 14 pessoas haviam sido presas, sendo oito no Amazonas. Entre os alvos está Anabela Cardoso Freitas, da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus, que não é alvo da investigação.
As investigações revelam que o Comando Vermelho teria repassado cerca de R$ 1,5 milhão à organização criminosa por meio de empresas de fachada. A operação também mira um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas e ex-assessores de três vereadores. A Justiça expediu 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em diversas cidades.
Os alvos identificados no Amazonas incluem Izaldir Moreno Barros, servidor do Tribunal de Justiça, e Adriana Almeida Lima, ex-secretária de gabinete na Assembleia Legislativa. A Polícia Militar do Amazonas informou que o cabo preso enfrentará processos judiciais e administrativos, enquanto a Prefeitura de Manaus destaca que não é investigada.
Em relação ao Comando Vermelho, a Polícia Civil revelou que a facção movimentou cerca de R$ 70 milhões desde 2018, com uma média de R$ 9 milhões por ano, em parceria com traficantes de outros Estados. As investigações continuam em andamento.






