Israel está em alerta máximo diante da possibilidade de uma ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã. Todas as agências de segurança, serviços de emergência e o Home Front Command entraram em prontidão total. O Gabinete de Segurança, que inicialmente se reuniria na quinta-feira, foi adiado para domingo 22 para evitar um erro de cálculo por parte do Irã, que poderia desencadear um conflito prematuro.
Autoridades norte-americanas indicam que o presidente Donald Trump está propenso a lançar uma operação ampla em breve, após o Irã não atender às exigências das negociações recentes em Genebra. Diplomatas afirmam que os EUA interpretam a postura iraniana como uma tentativa de ganhar tempo e que a paciência norte-americana pode se esgotar mais rapidamente do que Teerã espera.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu recebeu informações sobre a possibilidade de ataques iranianos a Israel, mesmo sem envolvimento direto de suas forças. Em resposta, o país reforçou seus planos defensivos. Os EUA enviaram uma força significativa à região, descrita por Trump como uma “formidável armada”, capaz de sustentar uma campanha prolongada.
Israel estima que uma ação decisiva pode ocorrer em poucos dias, encurtando o cronograma projetado de duas semanas a um mês. A preparação dos EUA sugere uma campanha prolongada, possivelmente visando mudanças de regime no Irã, incluindo alvos como o aiatolá Ali Khamenei e unidades da Guarda Revolucionária. A operação, se aprovada, superaria o conflito anterior de 12 dias, ocorrido em junho de 2025, com ataques coordenados entre EUA e Israel.






