Os conceitos de direita e esquerda surgiram na Revolução Francesa, no século XVIII, ao se dividirem os deputados da Assembleia Nacional Constituinte segundo suas posições ideológicas. À direita do presidente do plenário, ficavam aqueles que defendiam a manutenção do poder real e a preservação das tradições, como influência da Igreja e da nobreza, enquanto à esquerda se assentavam os que buscavam mudanças radicais, como maior participação popular e o fim da monarquia.
Essa divisão espacial evoluiu para uma classificação política duradoura, representando correntes conservadoras e reformistas. A direita, embora não seja uniforme entre países, costuma associar-se à livre iniciativa, à redução da intervenção estatal e a valores tradicionais em temas sociais e culturais, enquanto a esquerda geralmente apoia maior participação do Estado na economia e políticas voltadas à redução de desigualdades.
Na prática, poucos partidos adotam posturas puramente alinhadas a um dos lados, variando conforme o contexto histórico. Direita e esquerda funcionam como referências para compreender prioridades políticas, como maior atuação estatal em programas de assistência social e direitos trabalhistas, versus defesa do mercado e das prerrogativas individuais.
Os termos ganharam significado após a queda da monarquia em 1792 e a proclamação da República, consolidando-se como um dos principais eixos de classificação do cenário político contemporâneo.






