O Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo elaborou um novo organograma do Primeiro Comando da Capital, reunindo cem nomes ligados à facção criminosa. Entre eles, estão 95 atuais chefes e integrantes, além de cinco ex-integrantes expulsos e ameaçados de morte.
Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, continua como principal liderança do PCC. Abaixo dele, aparecem 14 integrantes na chamada "sintonia final", alguns dos quais cumprem pena em presídios federais. O novo organograma é mais abrangente que os anteriores e destaca uma nova célula: a "sintonia da internet e das redes sociais".
Essa célula inédita é composta por André Luiz de Souza, detido e condenado a cem anos, e Eduardo Fernandes Dias, conhecido como Ozora. Ela administra as comunicações on-line do grupo, articulando contatos através de aplicativos e redes sociais, além de monitorar conteúdos internos e oferecer suporte tecnológico.
A "sintonia restrita" é responsável por organizar atentados contra autoridades e rivais, com oito integrantes, incluindo Carlos Alberto Damásio. O documento também menciona ex-líderes expulsos e um foragido acusado de lavagem de dinheiro. Os advogados dos mencionados não foram localizados, e o espaço segue aberto para eventuais manifestações.






