Embora a maioria dos golpes financeiros ocorra de forma presencial, o celular tem se tornado uma porta de entrada para fraudes e golpes. As fraudes não acontecem apenas nos casos de furto ou roubo físico do aparelho. Redes wi-fi falsas e golpes por engenharia social, quando o criminoso manipula emocionalmente a vítima para obter senhas e dados pessoais, resultam em prejuízo.
O diretor de Tecnologia da Certta explica que eventos de grande porte criam o ambiente ideal para golpes. Ele aponta três fatores principais: alta concentração de pessoas, quebra de rotina e decisões emocionais. O smartphone concentra aplicativos bancários, carteiras digitais, redes sociais e e-mails, tudo o que o criminoso precisa para acessar a vida financeira da vítima.
Com o aparelho desbloqueado, ou mesmo com tentativas rápidas de quebra de senha, golpistas podem recuperar acessos usando e-mail ou SMS. Para proteger o celular antes de sair de casa, é importante ativar a biometria facial ou digital nos apps bancários, habilitar o 'modo seguro' ou 'modo rua' do banco e desativar o pagamento por aproximação.
Além disso, é fundamental reduzir o limite de Pix temporariamente, saber como apagar o celular remotamente (Android ou iPhone) e evitar deixar aplicativos financeiros com altos valores no celular de uso externo. É também importante evitar acessar aplicativos bancários em wi-fi público e desconfiar de mensagens ou ligações com senso de urgência.






