Ao longo de três dias, o palco do Teatro Guaíra viveu um momento de cuidadosa montagem que resultou no nascimento de um piano Steinway & Sons para a Orquestra Sinfônica do Paraná. Durante esse período, o instrumento – conhecido pela qualidade excepcional e tradição fundada em 1853 – foi regulado e afinado para se adaptar à acústica do espaço e ao repertório da instituição, em um processo de mais de 12 mil etapas executado por artesãos americanos antes do envio ao Brasil.
A abertura da caixa e os ajustes preliminares já permitiram que funcionários e direção do Teatro ouvissem alguns acordes do piano, ainda desprovido de afinação final. Essa é a segunda peça Steinway da OSP, uma das poucas orquestras no estado a possuírem o modelo considerado 'padrão-ouro' entre músicos. O novo Steinway faz parte de um aporte de R$ 50 milhões aplicados pelo Governo do Paraná no Teatro Guaíra, sendo um dos destaques desse investimento com valor próximo a R$ 3,5 milhões.
A pianista Analaura de Souza Pinto, uma das fundadoras da Orquestra Sinfônica do Paraná, participou da etapa final de montagem, testando o instrumento após quatro meses de negociações e transporte. Ela descreveu a sonoridade do Steinway como capaz de variar entre dramaticidade e leveza, com notas longas, sustentadas e uma precisão única no peso das teclas, reforçando a reputação do piano como o 'Rolls-Royce' dos instrumentos.
Cerca de 85% do instrumento é feito de madeira de árvores específicas em países frios, além de componentes meticulosamente selecionados como o cobre para potencializar o timbre. A regulagem, feita em parceria com a direção musical da OSP, visa garantir a melhor projeção sonora para o uso sinfônico, considerando cada uma das 88 teclas em seus ajustes.






