O Tesouro Nacional anunciou que a dívida pública brasileira alcançou R$ 8,6 trilhões ao final de 2025. Para 2026, as previsões indicam que esse valor pode variar entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões, conforme as metas do Plano Anual de Financiamento (PAF).
As mudanças na estratégia do Tesouro incluem uma redução na emissão de títulos prefixados e um aumento na participação de papéis atrelados à taxa Selic. Com a Selic fixada em 15% ao ano, a intenção é tornar esses papéis mais atraentes para os investidores, enquanto o governo tenta manter a confiança no cenário econômico.
O PAF aponta que o governo deseja manter o prazo médio da dívida entre 3,8 e 4,2 anos até dezembro de 2026, com a parcela da dívida a vencer em até 12 meses situando-se entre 18% e 22%. Isso representa um leve aumento nos refinanciamentos de curto prazo, considerando que em 2025 essa fatia era de 17,5%.
Apesar do crescimento da dívida, o Tesouro assegura que existem mecanismos para enfrentar períodos de instabilidade. Entre esses estão as reservas internacionais, que garantem a cobertura dos R$ 33,3 bilhões de vencimentos da dívida externa em 2026, e um colchão de liquidez de R$ 1,187 trilhão, suficiente para cobrir os compromissos da dívida pública doméstica por 7,3 meses.






