Uma operação batizada de Al Capone, em referência ao mafioso norte-americano, revela que Luiz Estevão teria usado empresas de fachada e clubes de futebol de Brasília para movimentar bilhões, ocultar dívidas e desviar recursos do estado.
Os promotores afirmam que o grupo comandado pelo ex-senador movimentou mais de R$ 2,5 bilhões entre 2011 e 2021, com R$ 1,5 bilhão circulando entre contas do esquema nos anos entre 2013 e 2019. O suposto esquema causou prejuízos estimados em R$ 336 milhões aos cofres públicos.
Apesar de não ser o principal foco da investigação, o futebol está envolvido. Dirigentes de cinco clubes — Brasiliense, Samambaia, Ceilandense, Aruc e Cruzeiro-DF — aparecem como operadores das fraudes, utilizando os times para justificar transações e esconder a origem dos recursos.
O Ministério Público detalha três frentes: fraude imobiliária usando empresas com capital mínimo para recomprar imóveis da Terracap após inadimplência, desvio de tributos como IPTU e TLP de inquilinos para empresas de fachada, e blindagem financeira com contas inativas enquanto o dinheiro era transferido por CNPJs de confiança.






