O caso do cão Orelha causou revolta em todo o país. Em 4 de janeiro, o animal foi encontrado com várias fraturas debaixo de um carro na Praia Brava, em Florianópolis. Orelha, que havia sido adotado pela comunidade, estava a cerca de 200 metros do local onde teria sido agredido.
Ao menos quatro adolescentes que andavam pelas ruas do bairro naquela noite foram acusados de espancar o cão. A denúncia surgiu depois de boatos de que os menores teriam vandalizado objetos perto do Condomínio Água Marinha. Mensagens de WhatsApp divulgadas mostram o porteiro do condomínio sugerindo que os garotos maltrataram o animal.
De acordo com o relatório da Polícia Civil, o cão caminhava lentamente às 6h35. Às 7h39, saiu em direção à casinha novamente. Essa coincidência levou os investigadores a acreditarem que os adolescentes espancaram o animal. Um vídeo divulgado pela defesa do menor contesta a acusação. A imagem mostra um cão parecido com Orelha caminhando normalmente na região às 7h, depois do horário em que, de acordo com a polícia, o cão foi espancado.
A Moradora que disse ter um vídeo do espancamento do cão admitiu ter mentido. A polícia não apresentou provas que incriminassem o adolescente. Em seu relatório, os investigadores afirmam que analisaram mais de mil horas de gravação. Contudo, nenhuma das imagens mostra os adolescentes espancando o cachorro. A delegada reconheceu a falta de provas e que o que há é um feixo de indícios convergentes que levaram à suspeita de envolvimento dos adolescentes.






