A Polícia Federal (PF) desarticulou uma rede transnacional que agiria no Brasil e em outros países para produzir, trocar e divulgar vídeos de estupros contra mulheres sedadas por medicamentos. Os suspeitos, segundo a apuração, recorriam a substâncias para dopar as vítimas antes de cometerem agressões, filmá-las e compartilhar o material em sites e plataformas digitais.
Três pessoas foram detidas em diferentes regiões do país, enquanto sete mandados de busca e apreensão atingem endereços ligados aos investigados em estados como São Paulo, Bahia, Ceará, Pará e Santa Catarina. As ações fazem parte de uma operação iniciada em 2025, com base em informações recebidas por meio de cooperação internacional, e envolvendo mais de 20 nações.
Mensagens trocadas entre suspeitos mostram discussões sobre o uso de sedativos, inclusive com referências a marcas e riscos das substâncias, além de expressões que revelam repulsa e objetificação das vítimas. A apreensão de celulares, computadores e dispositivos de armazenamento reforça a ação coordenada da corporação para identificar e desmantelar as atividades criminosas.
Os investigados podem responder por crimes como estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro, além de outros que venham a ser verificados no decorrer das apurações.






