O prefeito de Puerto Iguazú, Claudio Filippa, mantém a proibição aos serviços de aplicativos de transporte, como o Uber, na cidade argentina até que recursos da prefeitura sejam analisados pela Justiça. A suspensão atual foi determinada após uma decisão judicial em novembro de 2025 que beneficiou um motorista que questionou as restrições municipais, mas o caso ainda não está fechado.
Na última sessão de abertura dos trabalhos legislativos, Filippa reafirmou que a prefeitura não nega oportunidades de trabalho aos moradores, mas segue as leis estabelecidas. Enquanto isso, o município segue fiscalizando o trânsito, com multas e apreensões de veículos que operem sem autorização.
O vereador Carlos Ríos anunciou que os parlamentares de Puerto Iguazú vão examinar um projeto municipal sobre o tema nas próximas semanas. Ele destacou que nenhum aplicativo deve ignorar decretos municipais ou prejudicar trabalhadores do setor, como taxistas e motoristas de transporte turístico, que têm forte representatividade política na região.
O advogado Fabián De Sa, que defendeu o motorista na ação judicial e foi eleito em 2025 para o Conselho Deliberante, argumenta pela liberação dos aplicativos, alegando que eles melhoram a mobilidade urbana. Moradores, por sua vez, criticam as restrições, mas também mencionam problemas como baixa remuneração dos motoristas tradicionais.





