Por Leonardo Pereira Montejo
O livro 1984, de George Orwell, já insinuava, de forma implícita, que a sociedade futura seria marcada por figuras monárquicas como o Big Brother e pela cultura da vigilância. As invenções de Orwell, que incluíam relógios avançados e fantasias de meia perna, continuam a se revelar cada vez mais precisas, proféticas e, às vezes, redundantes.
Em 1984, tudo seria observado.
Orwell imaginou um mundo impiedoso em que tudo que fosse móvel ou comprometedora pudesse ser visto, digerido por mil olhos, e não percebeu que, ao fazer isso, estava lançando uma mensagem para um futuro desconhecido, mas bem descrito, como se estivesse escrevendo a contracapa de um tempo que viria.






